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<channel><title><![CDATA[SNIA Brasil - Blog]]></title><link><![CDATA[https://www.snia.org.br/blog]]></link><description><![CDATA[Blog]]></description><pubDate>Fri, 12 Jul 2024 18:37:25 -0700</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Ordem e Caos em IT]]></title><link><![CDATA[https://www.snia.org.br/blog/ordem-e-caos-em-it]]></link><comments><![CDATA[https://www.snia.org.br/blog/ordem-e-caos-em-it#comments]]></comments><pubDate>Mon, 06 Mar 2017 00:39:10 GMT</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.snia.org.br/blog/ordem-e-caos-em-it</guid><description><![CDATA[Incitado por um bom amigo a compartilhar o fruto de horas de horas de discuss&atilde;o e reflex&atilde;o sobre o eterno conflito oriundo da necessidade de ordem em oposi&ccedil;&atilde;o ao imperativo da mudan&ccedil;a, apresento algumas sugest&otilde;es sobre o conv&iacute;vio, sen&atilde;o pacifico pelo menos arrazoado, entre as for&ccedil;as que norteiam tanto nosso mundo profissional quanto pessoal.&nbsp;Como profissionais de tecnologia nos vemos naturalmente atra&iacute;dos pelo constante f [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div class="paragraph">Incitado por um bom amigo a compartilhar o fruto de horas de horas de discuss&atilde;o e reflex&atilde;o sobre o eterno conflito oriundo da necessidade de ordem em oposi&ccedil;&atilde;o ao imperativo da mudan&ccedil;a, apresento algumas sugest&otilde;es sobre o conv&iacute;vio, sen&atilde;o pacifico pelo menos arrazoado, entre as for&ccedil;as que norteiam tanto nosso mundo profissional quanto pessoal.&nbsp;<br /><br />Como profissionais de tecnologia nos vemos naturalmente atra&iacute;dos pelo constante fluxo de mudan&ccedil;as e novidades em nossas vidas modernas. Mas na medida que assumimos responsabilidades de gest&atilde;o sobre servi&ccedil;os e suas metas de qualidade e custos, sentimos tamb&eacute;m um certo receio e porque n&atilde;o dizer avers&atilde;o aos efeitos colaterais de novas vers&otilde;es e novos produtos em nosso organizado escopo de atividades. Principalmente quando tais mudan&ccedil;as geram problemas de dif&iacute;cil an&aacute;lise e resolu&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br />Por se tratar de sistemas complexos a causa raiz de uma falha n&atilde;o pode ser explicada pela an&aacute;lise em separados dos componentes dos sistemas. A tradicional abordagem cient&iacute;fica do reducionismo &ndash; que praticamos desde crian&ccedil;as, desmontando o rel&oacute;gio para ver como funcionava - n&atilde;o chega a lugar nenhum com sistemas complexos, porque a fun&ccedil;&atilde;o de interesse surge da intera&ccedil;&atilde;o direta dos componentes de um sistema.&nbsp;<br />Seja a bolsa de a&ccedil;&otilde;es, o fluxo de dados da Internet ou o comportamento de grupos de aves migrat&oacute;rias, o desempenho do todo &eacute; por assim dizer "auto-organizado" e a an&aacute;lise de uma &uacute;nica empresa, ave ou componente de rede n&atilde;o explica o comportamento do todo.<br />Por outro lado uma interessante caracter&iacute;stica de sistemas complexos e &ldquo;auto-organizados&rdquo; &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;As empresas se adaptam ao mercado, o sistema imunol&oacute;gico adapta-se &agrave; infe&ccedil;&atilde;o, os animais se adaptam ao seu suprimento alimentar, e podemos considerar que a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das raz&otilde;es pelas quais a evolu&ccedil;&atilde;o parece levar a sistemas ainda mais complexos.<br />Quanto mais r&aacute;pido e eficientemente um sistema se adapta mais complexo ele se torna, gerando um esfor&ccedil;o ainda maior de organiza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /><br />Os sistemas mais bem-sucedidos s&atilde;o aqueles que conseguem encontrar um equil&iacute;brio entre a necessidade de ordem e o imperativo de mudar, o &ldquo;limiar do caos&rdquo;&nbsp;<br />Consideremos o &ldquo;limiar do caos&rdquo; como um lugar onde h&aacute; inova&ccedil;&atilde;o suficiente para manter um sistema vivo vibrante e suficiente estabilidade para evitar que ele caia em anarquia. &Eacute; uma zona de conflito e turbul&ecirc;ncia, onde o velho e o novo est&atilde;o constantemente buscando seu ponto de equil&iacute;brio.<br />Muita mudan&ccedil;a e o sistema se arrisca a cair em incoer&ecirc;ncia e dissolu&ccedil;&atilde;o, mas se o sistema se move muito longe do &ldquo;limiar do caos&rdquo;, torna-se r&iacute;gido, congelado, ultrapassado.&nbsp;<br />Em Junho de 2001 ap&oacute;s meses de prepara&ccedil;&atilde;o em um projeto para a migra&ccedil;&atilde;o completa de nossa plataforma de Novell para Microsoft, trocando ao mesmo tempo todos os cerca de 80 servidores de diret&oacute;rio, arquivos, Proxy, Correio e gest&atilde;o, atualizando os quase 7000 clientes para Windows 2000 e Office 2000, recebemos a noticia de a estrutura global n&atilde;o poderia suportar nossa migra&ccedil;&atilde;o para Exchange 2000 a tempo de cumprir nosso compromisso com as &aacute;reas de negocio. A alternativa dispon&iacute;vel era implementar o Exchange 5.5 o que trazia profundas altera&ccedil;&otilde;es no projeto e uma insatisfa&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos ansiosos por implementar a ultima vers&atilde;o dispon&iacute;vel com suas melhorias e novidades. Sem mencionar os custos adicionais de uma migra&ccedil;&atilde;o complementar nos pr&oacute;ximos meses.&nbsp;<br />Na mesma viagem onde recebi a triste noticia tamb&eacute;m entrei em contato com o time que estava testando o Windows XP, na viagem de volta passeio a noite inteira usando a vers&atilde;o beta que me foi disponibilizada. Tive que ir ao banheiro do avi&atilde;o para recarregar no notebook e continuar com minha explora&ccedil;&atilde;o. Ao chegar ao Brasil j&aacute; estava convencido que atrasar&iacute;amos o projeto para que estrutura mundial pudesse suportar nossa migra&ccedil;&atilde;o para o Exchange 2000 e ao mesmo tempo alterar&iacute;amos nosso escopo para migrar nossas esta&ccedil;&otilde;es para o Windows XP ao inv&eacute;s do Windows 2000.&nbsp;<br />Um movimento ousado que n&atilde;o s&oacute; compensou os custos de estender a dura&ccedil;&atilde;o do projeto, como forneceu aos nossos usu&aacute;rios uma plataforma mais moderna, est&aacute;vel e completa que o Windows 2000 sem abrir m&atilde;o da vers&atilde;o mais nova do Exchange.&nbsp;<br />A capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o do time &agrave;s mudan&ccedil;as, a flexibilidade de nossa gest&atilde;o em entender os benef&iacute;cios e a coragem de inovar nos permitiram estar &agrave; frente do mercado e de quebra, e de quebra atrav&eacute;s de uma parceria com a Microsoft que trabalhava conosco nesse projeto, &nbsp;permitir que pela primeira vez na est&oacute;ria um sistema operacional fosse lan&ccedil;ado em portugu&ecirc;s simultaneamente a outras l&iacute;nguas.&nbsp;<br />O portugu&ecirc;s era considerado TIER 2 e normalmente disponibilizado at&eacute; 6 meses depois do lan&ccedil;amento de uma nova vers&atilde;o de Windows. &nbsp;Recebemos o MUI em portugu&ecirc;s 30 dias antes do lan&ccedil;amento em Outubro de 2001 e em 15 de dezembro, ap&oacute;s cinco intensos finais de semana, entreg&aacute;vamos todo o ambiente migrado para Microsoft e usando o Windows XP. Um grande sucesso para equipe e uma das primeiras migra&ccedil;&otilde;es em massa da empresa a n&iacute;vel mundial.&nbsp;<br />A constata&ccedil;&atilde;o dessa dualidade de ordem / mudan&ccedil;a e sua aceita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fizeram o meu dia mais f&aacute;cil, mas certamente trouxeram algum conforto para o &ldquo;gerente / t&eacute;cnico&rdquo; que vivem em mim&hellip; estamos em equil&iacute;brio tamb&eacute;m.<br /><br /></div>  <h2 class="blog-author-title">Autor</h2> <p><br /><strong>Antonio Lima</strong><br /><em>Profissional de inform&aacute;tica a quase 40 anos, acompanhou a evolu&ccedil;&atilde;o dos mainframes para os PCs, para as redes, para a REDE e agora para a CLOUD, quase sempre trabalhando em infraestrutura e gest&atilde;o de projetos. Um entusiasta confesso que nunca se cansa de aprender e se maravilhar com as infinitas possibilidades da tecnologia e suas aplica&ccedil;&otilde;es para o beneficio e aprimoramento da esp&eacute;cie humana.</em></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>